Ataques do LRA deslocam milhares na RD Congo

7 agosto 2009

Grupo rebelde ugandês efectuou pelo menos 55 ataques contra civis na região nordeste do país, durante o mês de Julho; segundo o Acnur, o LRA já matou mais de 1,2 mil civis desde 2007.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 12.5 mil civis foram forçados a fugir de suas casas o mês passado na República Democrática do Congo, após um número crescente de ataques do grupo rebelde ugandês, Exército de Resistência do Senhor, LRA.

O porta-voz do Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, Andrej Mahecic, disse esta sexta-feira em Genebra, na Suiça, que as acções militares ocorreram na província Oriental, na região nordeste do país.

Casas Pilhadas

Ele indicou que durante o mês de Julho, o LRA efectuou 55 ataques contra civis na área de Faradje, a cerca de 100 km da fronteira com o Uganda e o Sudão. O grupo realizou também operações militares em aldeias do distrito de Dungu, na província do Alto Uele.

Segundo dados do Acnur, o movimento rebelde já matou mais de 1,2 mil civis e sequestrou 655 adultos e cerca de 1,4 mil crianças desde Setembro de 2007.

Deslocados internos afirmaram à agência da ONU que muitas mulheres foram violadas pelos rebeldes. As suas casas foram também pilhadas e queimadas.

Situação Humanitária

Mahejic disse a jornalistas em Genebra que a situação humanitária permanece dramática naquela região remota da República Democrática do Congo. Muitos deslocados são incapazes de regressar às suas casas e aldeias devido aos ataques.

Insegurança

Até agora o Acnur conseguiu prestar assistência a cerca de 45% dos deslocados, com a distribuição de comida, colchões e equipamento de cozinha.

A agência afirma que a insegurança e a péssima condição das principais vias rodoviárias impede uma ajuda mais generalizada.

 

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