Reflorestação ajuda comunidades na RD Congo

6 agosto 2009

Projecto apoiado pelo Banco Mundial vai reflorestar 4.2 mil hectares de terras degradadas no país, contribuindo para a redução de 2,4 milhões de toneladas de emissões; créditos de carbono serão vendidos para financiar programas de saúde e educação.

[caption id="attachment_167892" align="alignleft" width="175" caption="Reflorestação na RD Congo"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um projecto de reflorestação no planalto de Bateke, situado a norte da República Democrática do Congo, vai gerar importantes benefícios ambientais e sociais para a população local, através de uma iniciativa inovadora de financiamento.

O afirmação foi feita pelo Banco Mundial num comunicado divulgado na terça-feira em Washington.

Créditos de Carbono

O projecto vai reflorestar cerca de 4,2 mil hectares de terras degradadas, contribuindo para a redução de 2,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera nos próximos 30 anos.

A redução dessas emissões, ou créditos de carbono, são depois vendidos para financiar a expansão do projecto, assim como a melhoria de serviços ligados à saúde, educação e actividades agro-florestais na região.

Trata-se do primeiro programa na República Democrática do Congo a beneficiar do comércio global de redução de emissões ao abrigo do Mecanismo para um Desenvolvimento Limpo.

Esta iniciativa permite a países que ratificaram o Protocolo de Kyoto comprarem créditos de carbono a outros Estados signatários, reduzindo os gases que provocam o efeito estufa.

O Banco Mundial comprometeu-se a comprar 500 mil toneladas de créditos de carbono geradas pelo projecto até 2017 a uma empresa privada criada e dirigida por locais.

Florestas Naturais

Segundo o órgão, a iniciativa visa encorajar os agricultores e população local a pararem com a destruição de florestas naturais.

As terras degradadas serão transformadas em florestas de acácias e eucaliptos que irão sequestrar o carbono e contribuir para o fornecimento de madeira a Kinshasa.

O comunicado do Banco Mundial indica que o projecto está a provocar muito entusiasmo em outros países africanos.

 

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