ONU integra esforços de mediação sobre Madagáscar (Português África)

5 agosto 2009

Equipa é chefiada pelo antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano; reunião de Maputo marca início de um processo de diálogo para resolver a crise no país.

[caption id="attachment_166934" align="alignleft" width="175" caption="Joaquim Chissano"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A capital de Moçambique, Maputo, acolhe a partir desta quarta-feira conversações para resolver de forma pacífica a crise no Madagáscar.

O conselheiro político da ONU, Tiébilé Dramé, integra a equipa internacional de mediação que está a tentar encontrar uma solução para a crise que afecta aquele país africano do Oceano Índico desde o início do ano.

Diálogo

Os esforços de mediação são chefiados pelo antigo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, em nome da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Sadc. Também incluem enviados da União Africana, UA e da Francofonia.

Cerca de 100 pessoas morreram no Madagáscar no início do ano durante confrontos entre simpatizantes do ex-presidente Marc Ravalomanana e o então presidente da câmara da capital, Antananarivo, Andry Rajoelina.

Ravalomanana demitiu-se em Março sendo substituído pelo seu rival Rajoelina.

Em Maio, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu o diálogo como a única via para resolver a crise no país.

Eleições Credíveis

Ele disse ainda que esse diálogo deveria conduzir a um acordo de transição e a eleições credíveis para a formação de um governo legítimo.

Segundo agências de notícias, as conversações de Maputo vão envolver Marc Ravalomana, actualmente exilado na África do Sul, o seu sucessor Andry Rajoelina, e dois antigos chefes de Estado do país, Didier Ratsiraka, exilado em França e Albert Zafy.

 

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