África tem uma das taxas mais altas de amamentação

31 julho 2009

Semana Mundial de Aleitamento Materno, de 1 a 7 de Agosto, destaca este ano a importância da prática em situações de emergência; OMS recomenda o aleitamento exclusivo de bébés nos primeiros seis meses de vida.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A África Subsaariana tem uma das taxas mais altas de aleitamento materno no mundo apesar das dificuldades económicas e sanitárias que a região enfrenta. Cerca de 51% de bébés africanos são alimentados com leite materno nos primeiros dois anos de vida.

A afirmação foi feita esta sexta-feira pela Organização Mundial da Saúde, OMS, na véspera do início da Semana Mundial da Amamentação, celebrada de 1 a 7 de Agosto.

Emergência

Este ano o evento destaca a importância da prática como uma intervenção que pode salvar vidas, particularmente em situações de emergência.

A agência da ONU indica num comunicado que as crianças e bebés em especial estão entre os grupos mais vulneráveis durante emergências, pois enfrentam doenças mortais como a diarreia, pneumonia e malnutrição.

A OMS recomenda o início da amamentação uma hora após o nascimento do bébé e a continuação da prática de forma exclusiva durante os primeiros seis meses de vida.

A directora-executiva do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, Ann Veneman, está a marcar o evento com uma visita à Nigéria, um dos países africanos com menor taxa de aleitamento materno. Apenas 13% de bébés no país são amamentados de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida, comparada a uma média africana de 33%.

Malnutrição

Ela disse que a malnutrição está na origem da morte de 1/3de crianças com menos de 5 anos, e apelou às mães nigerianas para amamentarem os seus filhos.

Moçambique tem uma taxa de aleitamento materno superior à média africana. 65% de mães no país incluem leite materno na alimentação dos filhos antes de completarem dois anos.

 

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