Mianmar deve libertar Prêmio Nobel da Paz, diz Ban
BR

29 julho 2009

Em resposta a jornalistas, ele diz que país deve anular todas as acusações contra a líder da oposição Aung San Suu Kyi; segundo a promotoria, ela teria descumprido termos de prisão domiciliar.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que Mianmar, a antiga Birmânia, deve suspender todas as acusações contra a líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

Segundo Ban, que retornou de uma visita a Mianmar, no início do mês, Suu Kyi deve ser posta em liberdade imediatamente.

Estranho

Ela foi levada a julgamento após ser acusada de descumprir os termos da prisão domiciliar quando sua casa foi invadida por um estranho.

O Secretário-Geral fez a afirmação, nesta quarta-feira, durante uma entrevista a jornalistas na sede da ONU.

Ele também disse esperar que Mianmar cumpra a promessa de anistiar todos os prisioneiros políticos do país.

Prisão

Ao ser perguntado por um segundo jornalista, sobre a possibilidade da Prêmio Nobel ser condenada a mais cinco anos de prisão, Ban afirmou que, caso isso ocorra, Mianmar terá perdido uma grande oportunidade de avançar com o país.

Durante sua viagem oficial a Mianmar, Ban Ki-moon não foi autorizado a visitar Aung San Suu Kyi e manifestou sua decepção publicamente.

Mianmar é liderada por uma junta militar e mantém em prisão domiciliar a líder da oposição. O partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia, ganhou as eleições em 1990, mas foi impedido de assumir o poder pelos militares.

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