Ecosoc recebe ONG brasileira de direitos dos homossexuais (Português Brasil)
Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Abglt, participará com status consultivo, junto a centenas de outras organizações da sociedade civil, de debates do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, Ecosoc, concedeu à ONG brasileira Abglt, especializada em direitos dos homossexuais, status consultivo no órgão.
De acordo com a ONG Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, a primeira candidatura havia sido feita em 2006, mas foi rejeitada após não conseguir os votos necessários para o assento.
Sociedade Civil
Numa nota, emitida nesta terça-feira, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Ais, Unaids, elogiou a decisão do Ecosoc por acolher a Abglt.
O grupo se juntará a centenas de outras organizações da sociedade civil que já participam do Ecosoc.
A diretora da Abglt para a Região Sul, Rafaelly Wiest, contou à Rádio ONU, de Curitiba, o que a ONG espera deste papel consultivo com o Ecosoc.
Crime
"Atuando dentro deste conselho da ONU, a gente vai pode levar demandas. Nosso foco principal vai ser a luta contra os países que ainda têm pena de morte, que são sete países. Em 80 países é crime ser homossexual. O foco principal será levar estas demandas para o conselho e pedir que estes países revejam suas leis", afirmou.
Relatórios
Segundo o Ecosoc, é a primeira vez que uma ONG de direitos de homossexuais recebe status consultivo no órgão da ONU.
Além de preencher todos os requisitos para participação de ONGs, o grupo teve que ser votado pelos países-membros do Ecosoc.
Um dos trabalhos da Abglt será a apresentação de relatórios escritos e orais em reuniões das Nações Unidas.