OIM alerta para situação de migrantes na Itália (Português África)

28 julho 2009

Órgão afirma que muitos migrantes são empregados como trabalhadores sazonais no sector agrícola, sem um contrato de trabalho; muitos dizem receber entre US$ 17 e US$ 28 por um dia de trabalho.

[caption id="attachment_167491" align="alignleft" width="175" caption="Exploração de migrantes"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, diz estar preocupada com a situação de cerca de 1 mil migrantes marroquinos que vivem na cidade de San Nicola Varco, a cerca de 100 km de Nápoles, no sul da Itália.

Um porta-voz do órgão afirmou esta terça-feira em Genebra, na Suiça, que os migrantes ocuparam edifícios abandonados, vivendo no meio de lixo e sem acesso a água potável e electricidade.

Contrato de Trabalho

A OIM indica que os migrantes marroquinos são empregados como trabalhadores sazonais no sector agrícola, sem um contrato de trabalho.

Eles disseram a funcionários do órgão que são explorados por patrões sem escrúpulos e que recebem entre US$ 17 e US$ 28 por um dia de trabalho que começa às 04.30 da manhã até às 04.00 da tarde.

A chefe do escritório da OIM em Portugal, Mónica Goracci, disse à Ràdio ONU, de Lisboa, que o fenómeno do trabalho sazonal conduz à exploração de muitos migrantes na Itália.

Soluções

"Há o agente no país de origem e o empregador na Itália que promete dar um trabalho regular. Uma vez que chegam à Itália o empregador ou desapareceu ou recusou de os contratar. Sem um contrato de trabalho, os migrantes tentam ir para o mercado de trabalho irregular", afirmou.

A OIM terminou na segunda-feira um estudo de avaliação na área de San Nicola Varco, a pedido do governo italiano, para identificar soluções aos problemas enfrentados pelos migrantes do Marrocos. Os resultados do estudo serão divulgados brevemente.

O órgão indica que o trabalho ilegal, particularmente no sector agrícola, é um fenómeno generalizado na Itália.

 

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