Governos têm de acabar com violência sexual em conflitos
BR

28 julho 2009

Em relatório ao Conselho de Segurança, Ban Ki-moon pediu aos países-membros que adotem medidas severas para evitar o crime praticado, na maioria das vezes, contra mulheres.

Carlos Araújo & Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas pediram medidas severas para combater o uso de violência sexual em guerras e conflitos armados.

Num relatório, enviado ao Conselho de Segurança, nesta segunda-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a violência sexual funciona como uma espécie de arma em conflitos na África, na Ásia e na Europa.

Manutenção da Paz

Leia o boletim de Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.

"Segundo o documento, a maioria dos casos ocorre contra mulheres.

No ano passado, a ONU adotou a Resolução 1820 condenando todas as formas de violência, incluindo a sexual, contra civis especialmente mulheres e crianças. O texto também lembra o papel das mulheres na manutenção da paz.

De acordo com o relatório, pelo menos 200 mil casos de violência sexual foram registrados no leste da República Democrática do Congo, na África,

desde 1996.

Campanha

Durante o conflito num outro país africano, Serra Leoa, várias mulheres e meninas foram sequestradas e forçadas a se casar com combatentes."

Ban afirmou que, como Secretário-Geral, ele tem trabalhado para acabar com a violência sexual em todo o mundo, e citou a campanha global "Diga Não à Violência".

A iniciativa é organizada pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres, Unifem.

 

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