Conselho de Segurança debate Chade e RC Africana

28 julho 2009

No seu último relatório sobre os dois países, Ban Ki-moon disse que a deterioração das relações entre os governos do Chade e do Sudão representa um revés para a segurança na sub-região.

[caption id="attachment_167069" align="alignleft" width="175" caption="Conselho de Segurança"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança reune-se esta terça-feira para debater o último relatório do Secretário-Geral, Ban Ki-moon sobre a missão de paz das Nações Unidas no Chade e República Centro-Africana, Minurcat.

No documento, Ban disse que uma breve incursão rebelde no leste do Chade em Maio provocou uma série de confrontos com forças governamentais que agravaram a situação de segurança na região.

Revés

Ele acrescenta que a deterioração nas relações entre os governos do Chade e do Sudão representa um revés para a sub-região.

O representante do Secretário-Geral para o Chade e a República Centro-Africana, Victor Angelo, disse à Rádio ONU, logo após a divulgação do relatório, que a resolução da crise em Darfur é crucial para a paz naquela zona africana.

"Como sabe a crise no Darfur tem um impacto muito grande quer no Chade quer na República Centro-Africana. Em certa medida há ali um problema de segurança que se alastra não só a partir de Darfur mas que também tem causas internas" afirmou.

Victor Angelo afirmou ainda que a Minurcat debate-se com a falta de efectivos militares na República Centro-Africana.

"Na República Centro-Africana temos infelizmente um número relativamente pequeno de militares, cerca de 300, o que é insuficiente para a dimensão do problema e para a extensão do território que temos de cobrir" disse.

Insegurança

Minurcat foi criada por uma resolução do Conselho de Segurança em Setembro de 2007, para proteger civis e facilitar a ajuda humanitária a milhares de pessoas afectadas pela insegurança no Chade, na República Centro-Africana e no vizinho Sudão.

O leste do Chade enfrenta uma grave crise humanitária com mais de 290 mil refugiados sudaneses, cerca de 180 mil deslocados internos e 700 mil pessoas que necessitam de assistência alimentar e sanitária.

 

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