Unfpa procura solução para falta de médicos em África

17 julho 2009

A agência das Nações Unidas afirma que em toda região Subsaariana há menos de 5 médicos por cada 100 mil pessoas; todos anos cerca de 20 mil profissionais de saúde partem para zonas urbanas fora dos seus países em busca de emprego.

Carla Fernandes, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, apresentou esta semana uma proposta para a inovação do planeamento de recursos humanos na área da saúde em África.

Segundo o órgão, em toda a África Subsaariana há menos de 5 médicos por cada 100 mil pessoas. E todos anos cerca de 20 mil profissionais de saúde partem para zonas urbanas, fora dos seus países, em busca de emprego.

Recursos Humanos

Uma reunião organizada pela agência da ONU, em Adis-Abeba, na Etiópia, discutiu a gestão dos recursos humanos existentes, no sentido de incentivar-se a transferência de aptidões de médicos ou outros trabalhadores da área da saúde, para profissionais menos qualificados da mesma área.

Durante quatro dias, ministros da saúde, profissionais e instituições do sector, discutiram estratégias para pôr em prática esta proposta que, segundo o Unfpa, poderia contribuir para a redução da mortalidade materna no continente.

Uma nota do órgão indica que cada vez mais os profissionais de saúde menos qualificados têm assumido funções clínicas como cirurgias normalmente associadas a médicos e especialistas. Este grupo de profissionais inclui parteiras e enfermeiras.

Formação

Moçambique faz parte do grupo de países que estão a lidar com o problema da falta de médicos, recorrendo a profissionais menos qualificados mas com boa formação.

Participantes de mais de 42 países, 29 dos quais africanos, estiveram no evento.

 

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