ONU indignada com assassinato de funcionário no Paquistão (Português Brasil)

16 julho 2009

Zill-e Usman, que trabalhava para agência de refugiados, foi morto a tiros perto da cidade de Peshawar, na fronteira com o Afeganistão.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, manifestou sua indignação com o assassinato, nesta quinta-feira, de um funcionário da agência em Peshawar, no oeste do Paquistão.

Zill-e Usman foi morto a tiros por homens não-identificados num acampamento para refugiados na localidade de Kutcha Gari.

Fora de Perigo

Segundo uma nota do Acnur, ele foi alvejado por pelo menos quatro homens quando caminhava para o seu carro após uma visita de rotina ao acampamento.

A mídia local informou que um guarda que trabalhava para o Comissariado de Refugiados Afegãos, um órgão do governo do Paquistão, também foi morto no atentado.

Um outro funcionário do Acnur ficou ferido no ataque e foi levado ao hospital, mas segundo a agência, ele já está fora de perigo.

O porta-voz do Acnur, William Spindler, disse à Rádio ONU, de Paris, que os grupos armados devem respeitar os civis.

"É uma vergonha que trabalhadores humanitários que se encontram num país em conflito como o Paquistão para ajudar as vítimas desse conflito possam perder a vida de uma maneira tão violenta. Apelamos aos grupos armados que operam no Paquistão para respeitarem o caráter civil e humanitário dos nossos colaboradores" afirmou.

Quatro Filhos

Zill-e Usman é o terceiro empregado da agência da ONU a ser assassinado no Paquistão desde o início no ano. No mês passado, Aleksandar Vorkapic morreu durante um ataque a bomba contra o Hotel Continental em Peshawar.

De acordo com o chefe do Acnur, António Guterres, não existe qualquer justificativa para ataques a trabalhadores humanitários.

Nesta quinta-feira, os funcionários do Acnur em Genebra fizeram um minuto de silêncio em memória do colega assassinado no Paquistão.

Zill-e Usman tinha 59 anos, era casado e pai de quatro filhos.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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