Acnur chocado com morte de ativista russa na Ingushétia
BR

16 julho 2009

Natalia Estemirova, 50, estava investigando alegações de violações dos direitos humanos pelo governo na Chechênia; corpo foi achado com marcas de tiro no peito e na cabeça.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, condenou o assassinato da ativista de direitos humanos Natalia Estemirova nesta quarta-feira.

Segundo agências de notícias ela foi morta após ser sequestrada ao sair de na capital da Chechênia, Grozni.

Tiros

Estemirova estava investigando alegações de violações dos direitos humanos por autoridades locais, que são apoiadas pelo governo da Rússia.

Na nota, o Acnur lamentou profundamente o assassinato da ativista que trabalhava para a organização Memorial, que é parceira do Acnur na Rússia.

Ela foi encontrada morta perto de uma estrada na Ingushétia, região vizinha da Chechênia. O corpo tinha marcas de bala no peito e na cabeça.

Prêmio Anna Politkovskaya

Estemirova trabalhava como assistente social na ONG Memorial desde 2000 e ajudava deslocados internos a retornar à casa após o conflito na Chehênia.

De acordo com a mídia local, a ativista estava recebendo ameaças de morte.

Em 2007, ela recebeu o Prêmio Anna Politkovskaya, que leva nome da jornalista russa também assassinada no país.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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