Repatriamento de migrantes na Itália preocupa ONU

14 julho 2009

Acnur disse que governo italiano introduziu uma nova política de migração em Maio deste ano, tendo repatriado desde então cerca de 900 pessoas; grupo de 82 migantes foi interceptado ao largo da costa do país a 1 de Julho e enviado para Líbia.

[caption id="attachment_158328" align="alignleft" width="175" caption="Itália: migrantes repatriados"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, escreveu ao Governo da Itália solicitando informação sobre o tratamento de pessoas que foram repatriadas para a Líbia.

O porta-voz da agência da ONU, Ron Redmond, disse esta terça-feira em Genebra que funcionários do órgão entrevistaram 82 pessoas que foram interceptadas pela marinha italiana em alto mar no dia 1 de Julho e enviadas para aquele país do norte de África.

Centros de Detenção

O Acnur disse que à sua chegada à Líbia, o grupo foi transferido para centros de detenção. 76 dos migrantes são da Eritreia, incluindo nove mulheres e seis crianças.

Redmond disse que em Maio deste ano a Itália introduziu uma nova política de migração, tendo desde então repatriado cerca de 900 pessoas que tentaram entrar no país.

O Acnur manifestou preocupação sobre esta nova política, pedindo ao Governo italiano para respeitar as leis internacionais.

Desespero

A chefe da Organização Internacional para Migrações, OIM, em Portugal, Monica Goracci, disse à Rádio ONU, de Lisboa, que o desespero leva as pessoas a procurarem uma vida melhor em países ricos.

"O problema é que há uma oferta, nem sempre no mercado de trabalho regular nos países ricos, e há cada vez mais pessoas ou traficantes ou redes criminosas que aliciam ou vendem sonhos e esperanças. Essas pessoas dizem aos migrantes que existem sempre alternativas quando não conseguem viajar por vias normais. Elas infiltram-se cada vez mais nos meios onde sabem que há potenciais migrantes" afirmou.

Segundo o Acnur, até Maio deste ano, a marinha italiana socorreu milhares de potenciais migrantes no Mar Mediterrâneo, fornecendo assistência e proteção aos mais necessitados.

 

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