Taylor diz que é alvo de acusações falsas

14 julho 2009

Ex-presidente da Libéria depôs esta terça-feira pela primeira vez no seu julgamento em Haia; ele disse que o seu envolvimento na guerra civil na Serra Leoa visou apenas pacificar aquele país.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, disse que as acusações de crimes de guerra e contra a humanidade de que é alvo no Tribunal Especial para a Serra Leoa foram construidas na base de mentiras, rumores e desinformação.

Taylor depôs esta terça-feira pela primeira vez no seu julgamento, a decorrer em Haia, na Holanda, negando 11 acusações que incluem terrorismo, tortura, violações sexuais e recrutamento de crianças-soldado. Ele é acusado também de fornecer armas a grupos rebeldes na Serra Leoa em troca de diamantes.

Testemunhas

Charles Taylor disse que tem 14 filhos e netos e que foi um homem que sempre lutou pela justiça e pelo seu amor pela humanidade.

O ex-chefe de Estado da Libéria desmentiu a sua participação nas atrocidades cometidas na Serra Leoa, afirmando que tentou apenas levar a paz àquele país.

Segundo agências de notícias, Taylor é a primeira das 249 testemunhas que a defesa irá interrogar nas próximas semanas.

Charles Taylor de 61 anos é o primeiro ex-presidente africano a ser julgado por um tribunal internacional.

Violações

Ele foi presidente da Libéria de 1997 a 2003. Após a sua queda ele esteve exilado na Nigéria, de onde foi extraditado para Haia, em 2006.

O Tribunal Especial para a Serra Leoa foi estabelecido conjuntamente pela ONU e pelo governo daquele país oeste-africano para investigar as violações cometidas na Serra Leoa desde 1996.

O seu caso foi transferido para Haia devido a receios de que o seu julgamento pudesse fomentar instabilidade na sub-região africana.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud