Fida apoia regulamentação de acordos agrícolas

14 julho 2009

Agência da ONU acredita no potencial de acordos agrícolas entre países ricos em terras e países com falta de terrenos cultiváveis; trata-se de um fenómeno em crescimento que segundo o órgão poderá ser vantajoso para todas as partes caso seja bem regulamentado.

Carla Fernandes, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Fida, apoiou um estudo sobre a tendência crescente de países com poucas terras cultiváveis de investir na área de produção alimentar, comprando parcelas agrícolas em países com excesso dessas mesmas terras.

O estudo sobre a chamada Land Grabs, ou arrendamento de terras numa tradução livre, foi realizado pelo Instituto Internacional para o Ambiente e Desenvolvimento.

Tendência

Kanayo Nwanze, presidente do Fida, considera que esta tendência se vai manter durante os próximos anos tendo em conta o crescimento populacional e as mudanças climáticas.

Num artigo escrito recentemente para uma publicação digital ele falou de novos desenvolvimentos na exploração agrícola decorrentes da crise global de segurança alimentar de 2008.

Custódio Mucavel, do Fida em Moçambique, disse à Rádio ONU, de Maputo, que a parceria pode funcionar desde que as regras sejam claras.

Regulamentação

"É uma boa parceria entre aqueles que têm recursos e aqueles que têm a terra, mas que não têm outros recursos de produção. Assim, podem trabalhar e aumentar os indices de produção da terra. Quando os direitos e deveres dos dois lados estão claros, isso facilita muito a parceria."

Kanayo Nwanze também sublinha no seu artigo a importância de se criarem directrizes ou padrões globais para regulamentar este tipo de investimentos e acredita que uma boa legislação pode beneficiar todas as partes envolvidas nos acordos.

 

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