Ex-presidente da Libéria retorna a Haia para julgamento
BR

13 julho 2009

Charles Taylor foi indiciado por crimes de guerra e contra a humanidade; ele responde a 11 acusações por alegações de participação na guerra civil da vizinha Serra Leoa ao ter, supostamente, apoiado grupos rebeldes no país.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*

Os advogados de defesa do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, fazem nesta segunda-feira, em Haia, na Holanda, a apresentação de seus argumentos no julgamento do ex-líder africano.

Taylor é acusado de crimes de guerra e contra a humanidade após alegações de que ele teria apoiado grupos rebeldes da vizinha Serra Leoa durante a guerra civil no país do oeste da África. Dezenas de milhares de pessoas morreram no conflito que durou uma década.

Crianças-Soldado

Segundo uma nota do Tribunal Especial para a Serra Leoa, Charles Taylor deverá ser testemunha da sua própria defesa nesta terça-feira.

O ex-presidente nega todas as acusações que incluem recrutamento de crianças-soldado, práticas de escravidão, estupros e saques.

Taylor foi presidente da Libéria de 1997 a 2003. Após sair do poder, ele se refugiou na Nigéria até ser extraditado para a Holanda em 2006.

Nações Unidas

Em maio, os advogados do ex-presidente tentaram suspender o julgamento afirmando que não havia provas suficientes para continuar com o processo. Mas o pedido foi indeferido pelos juízes do caso.

O julgamento, incluindo os debates finais, sentença e um possível apelo, não deverá terminar até o fim de 2010.

O Tribunal Especial para a Serra Leoa foi estabelecido com o apoio das Nações Unidas e pelo governo da Libéria para investigar as violações cometidas na Serra Leoa desde 1996.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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