Doenças não comunicáveis matam 38 milhões

8 julho 2009

OMS diz que apesar da sua alta taxa de mortalidade, doenças como diabetes, cancros e ataques cardíacos não são incluidas entre as prioridades da agenda de desenvolvimento mundial.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou uma rede de organizações e peritos destacados para intensificar o combate contra doenças não comunicáveis no mundo. A iniciativa pretende também reforçar parcerias globais e ajudar governos a implementar medidas para reduzir o impacto dessas doenças.

O anúncio foi feito esta quarta-feira durante a reunião de alto nível do Conselho Económico e Social da ONU, Ecosoc, a decorrer em Genebra.

Urbanização

Segundo a OMS, doenças não comunicáveis ou não transmissíveis como ataques cardíacos, tromboses, cancros e diabetes são responsáveis pela maior parte das mortes a nível global mas continuam a não ser incluídas entre as prioridades da agenda de desenvolvimento mundial.

Muitos participantes ao evento pediram à comunidade internacional para integrar indicadores sobre essas doenças no sistema de avaliação das Metas do Milénio.

A médica e coordenadora do boletim electrónico da OMS em português, Regina Ungerer, disse à Rádio ONU, de Genebra, que o fenómeno da urbanização está a aumentar a taxa de mortalidade das doenças não comunicáveis em África.

Doenças Respiratórias

"Quando as pessoas mudam da área rural para a área urbana elas são expostas a um outro tipo de ambiente e consequentemente começam a desenvolver outros tipos de patologia de doenças. Dificilmente se encontram pessoas obesas nas áreas rurais mesmo quando comem mal. Mas quando mudam para uma área urbana elas passam a viver num ambiente pior, ficando muitas vezes expostas à poluição.

Em geral essas pessoas fumam, o que aumenta o risco de doenças respiratórias e cancros de pulmão. Porque também comem mal, elas estão sujeitas a ter outros tipos de alterações do aparelho digestivo e cancros digestivos", afirmou.

Segundo dados da OMS, as doenças não comunicáveis matam cerca de 38 milhões de pessoas todos anos. 80% dessas mortes ocorrem em países de rendimento baixo ou médio.

A agência da ONU estima que a taxa de mortalidade dessas doenças vai sofrer um aumento de 17% por cento nos próximos 10 anos, particularmente em África.

 

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