Crime organizado devasta África Ocidental (Português África)

7 julho 2009

Relatório da Unodc indica que contrabando de bens ilícitos como a cocaína, cigarros, armas e medicamentos falsificados está a pilhar a região, destruindo governos, meio ambiente, saúde e direitos humanos.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O crime organizado está a afectar o desenvolvimento da África Ocidental, enriquecendo ao mesmo tempo um pequeno grupo de pessoas.

A afirmação consta de um relatório do Escritório da ONU contra Drogas e crime, Unodc, publicado esta terça-feira.

Bens Ilícitos

O documento indica que a região permanece uma plataforma no tráfico da cocaína da América Latina para a Europa, apesar de um declínio de quase 40 toneladas em relação a 2006.

O órgão afirma contudo que outros bens ilícitos como cigarros, armas e medicamentos falsificados continuam a ser traficados através dos países da região.

O director-executivo da Unodc, António Maria Costa, disse que o crime organizado está a pilhar a África Ocidental, destruindo governos, meio ambiente, direitos humanos e saúde.

Ele afirmou que o flagelo aumenta a instabilidade política na área, dificultando ainda mais o cumprimento das Metas do Milénio.

Minoria Poderosa

O relatório nota que em alguns casos o valor dos bens traficados excede o Produto Interno Bruto, PIB, de algumas das nações oeste-africanas que estão entre as mais pobres do mundo.

Costa disse que uma minoria poderosa, próxima do poder, está a enriquecer à custa da gande maioria da população.

O documento afirma que as receitas geradas pelo contrabando de 45 milhões de comprimidos anti-malária, cerca de US$ 450 milhões, é superior ao PIB da Guiné-Bissau.

 

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