Crise atrasa cumprimento das metas do milénio, diz Ban

6 julho 2009

Ban Ki-moon afirma em Genebra que aumento dos preços da comida está a inverter uma tendência de quase 20 anos de redução dos níveis de pobreza no mundo; ele revelou ainda que comércio global vai sofrer um declínio de cerca de 10%.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a crise financeira mundial, mudanças climáticas e o atraso no fornecimento de ajuda aos países pobres estão a dificultar o cumprimento das metas do milénio.

Ele falava esta segunda-feira na abertura da reunião anual de alto nível da Conselho Económico e Social das Nações Unidas, Ecosoc, em Genebra, na Suiça.

Recessão Global

Ban Ki-moon afirmou que o aumento dos preços da comida em 2008 já tinha invertido uma tendência de quase 20 anos de redução dos níveis de pobreza no mundo.

O Secretário-Geral indicou que há provas suficientes nos países em desenvolvimento de que a ajuda pode transformar vidas. Ban disse que nunca perdeu uma oportunidade para relembrar aos doadores das suas responsabilidades em relação aos pobres e vulneráveis.

Ele afirmou que na reunião do G8, na quarta-feira, na Itália, voltará a pedir aos sete países mais industrializados mais a Rússia, para aumentarem a sua ajuda a África no próximo ano.

Ban disse que o relatório deste ano sobre as Metas de Desenvolvimento do Milénio apresenta uma mensagem muito clara: a actual recessão global dificulta ainda mais o cumprimento dos objectivos estabelecidos pela ONU para 2015.

Comércio Global

Ainda em Genebra, o Secretário-Geral também discursou numa reunião da Organização Mundial do Comércio, OMC, de revisão sobre a ajuda ao comércio.

Ban Ki-moon revelou que a crise económica está a ter um forte impacto na procura e que se prevê um declínio de 10% no comércio global.

Ele afirmou que o comércio tem o potencial para ser um motor no desenvolvimento e crescimento económico sustentável. Segundo Ban, o comércio deve fazer parte dos esforços da comunidade internacional para estimular a recuperação da economia.

 

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