Drogas injetáveis aumentam casos de Aids
BR

30 junho 2009

Documento da ONU aponta que Brasil, China, Rússia e Estados Unidos têm o maior número de usuários desses narcóticos, representando e 45% do total mundial.

[caption id="attachment_165137" align="alignleft" width="175" caption="Drogas injetáveis"]

Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.

O uso de drogas injetáveis está se tornando um dos principais fatores para o aumento de casos de HIV/Aids no mundo, segundo o Relatório Mundial de Drogas 2009 do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc.

O documento aponta que o Brasil, China, Rússia e Estados Unidos tem o maior número de usuários de drogas injetáveis, representando 45% do total mundial.

O Diretor do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids no Brasil, Pedro Chequer, disse à Rádio ONU, de Brasília, que a epidemia entre usuários de drogas no país vem caindo ao longo dos anos.

Transmissão Sexual

"Houve um momento nos anos 90 em que 25% dos novos casos era entre os usuários de drogas. Pouco a pouco vem caindo. Ela está relativamente estabilizada e, eu diria, é uma situação provisória. Porque houve a migração para o uso de drogas não injetáveis. E o uso de drogas não injetáveis, pode ter a transmissão sexual quando não há o uso de preservativos. É um grupo da população que merece a preocupação permanente da sociedade", afirmou.

De acordo com o relatório do Unodc, lançado no último dia 24, o vírus HIV foi constatado entre usuários de drogas injetáveis de 120 países. O levantamento aponta ainda que o número de infecções por esse meio vem crescendo drasticamente.

As regiões com maior número de casos de HIV através de injeção de drogas são o leste da Europa, sul e sudeste asiático e América Latina.

Retrato Real

Segundo Pedro Chequer, a diminuição dos novos casos de HIV/Aids passa pelo investimento dos governos em pesquisa para que se tenha um retrato real da proliferação da doença no Brasil.

"O Brasil está finalizando um grande estudo nacional cujos resultados serão conhecidos até o final do ano. O estudo irá estabelecer prevalências entre trabalhadoras sexuais, homens que fazem sexo com homens e também usuários de drogas," disse.

O Unodc está trabalhado com os governos e agências de segurança pública para que atuem na prevenção do vírus HIV, promovendo o acesso das pessoas infectadas à saúde, além de parcerias com entidades civis e não governamentais.

 

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