Acnur: mais de 250 civis já morreram em Mogadíscio (Português África)

26 junho 2009

Combates entre forças do governo e grupos islâmicos da oposição já obrigaram também cerca de 160 mil pessoas a fugir de suas casas nas últimas sete semanas.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, indicou estar gravemente preocupado com o aumento da violência e deterioração da crise de deslocados na Somália.

O porta-voz da agência da ONU, William Spindler, disse a jornalistas, esta sexta-feira em Genebra, que segundo notícias de hospitais locais em Mogadíscio, mais de 250 civis foram mortos e pelo menos 900 feridos nas últimas sete semanas.

Refúgio

O Acnur estima que desde o início dos confrontos mais de 160 mil pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas na capital somali, incluindo cerca de 26 mil no período entre 19 e 22 de Junho.

Os combates entre forças do governo e combatentes dos grupos islâmicos Al-Shabaab e Hisb-ul-Islam para o controle da cidade tiveram início a 7 de Maio.

O órgão indicou também que o número de refugiados somalis que procuram refúgio no Quénia continua a aumentar.

Assistência

O Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, anunciou esta sexta-feira que vai canalizar US$ 4,3 milhões do Fundo de Resposta de Emergência das Nações Unidas, Cerf na sua sigla em inglês, para fornecer assistência nos campos de refugiados no Quénia.

A Somália não tem um governo central e funcional desde a queda do presidente Siad Barre em 1991. As Nações Unidas estimam que cerca de 3,2 milhões de pessoas, 40% da população, necessitam de assistência humanitária

 

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