Crise persiste no Zimbabué apesar de boas colheitas

25 junho 2009

Relatório conjunto da FAO e do PAM indica que cerca de 2,8 milhões de pessoas vão continuar a enfrentar insegurança alimentar no biénio 2009-2010; documento revela contudo melhorias no controle da inflação e políticas mais liberais de importação.

[caption id="attachment_164688" align="alignleft" width="175" caption="Melhoria nas colheitas"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A insegurança alimentar permanece elevada no Zimbabué apesar de melhorias na produção agrícola e uma política de importação mais liberal.

A afirmação consta de um relatório conjunto emitido esta quinta-feira pelo Programa Alimentar Mundial, PAM e a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.

Boas Chuvas

O documento indica que graças a boas chuvas a produção do milho, um dos produtos básicos de alimentação no país, duplicou em 2009 para mais de 1,1 milhão de toneladas. Isto representa um aumento de 130% em relação à colheita recorde do ano passado.

Ao mesmo tempo, o relatório prevê uma produção de trigo de apenas 12 mil toneladas, a mais baixa de sempre.

Segundo os dois órgãos, isto reflecte o alto custo dos fertilizantes e sementes de qualidade, a falta de liquidez dos agricultores e a incerteza que rodeia o fornecimento de energia para irrigação.

Liberalização

Em Março último, o governo anunciou o abandono do dólar zimbabueano e a liberalização de grande parte dos sectores da economia.

O documento afirma que a adopção do dólar americano e o rand sul-africano como moedas legais no país reduziu a taxa de inflação para 0%. De acordo com o Banco Mundial ela era de 56% milhões em 2008.

O estudo das agências da ONU estima que cerca de 2,8 milhões de pessoas vão continuar a enfrentar escassez de comida no biénio 2009-2010. Elas irão necessitar de cerca de 228 mil toneladas de ajuda alimentar nesse período.

 

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