175 milhões de crianças por ano serão afectadas por desastres

18 junho 2009

Unicef e OMS pedem reforço de medidas para proteger infraestruturas da saúde e educação em situações de desastres; 40% de todas as escolas da província chinesa de Sichuan foram destruídas ou danificadas durante o terramoto de 2008.

[caption id="attachment_161871" align="alignleft" width="175" caption="175 milhões afetadas"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os governos devem reforçar medidas para reduzir os riscos associados a desastres nas áreas da saúde e educação, incluindo os efeitos de mudanças climáticas.

O apelo foi feito esta quinta-feira, em Genebra, pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Emergência

Mais de 1,5 mil especialistas estão a participar naquela cidade suiça numa conferência internacional organizada pelas Nações Unidas sobre redução de riscos em situações de desastres. O evento termina na sexta-feira.

Os dois órgãos sugerem várias medidas incluindo a construção de infraestruturas de saúde e educação com materiais mais resistentes e a implementação por parte de escolas e hospitais de programas de emergência.

Uma nota do Unicef e OMS indica que desastres têm um impacto económico, físico e psicológico sobre os mais vulneráveis, nomeadamente mulheres, crianças e idosos.

Além de destruirem vidas humanas, desastres danificam escolas e hospitais, aumentam a pobreza e afectam comunidades.

Tsunami

O tsunami de 2004, que matou cerca de 240 mil pessoas em dez países asiáticos e africanos, aumentou a consciência global sobre a importância da preparação e redução dos riscos associados a desastres.

O terramoto na província chinesa de Sichuan, em 2008, causou cerca de 88 mil mortos e destruiu ou danificou 11 mil hospitais. Cerca de 40% de todas as escolas da província foram também danificadas, resultando na morte ou ferimento de milhares de alunos.

O Unicef e a OMS afirmam que em situações de desastres, as crianças encontram-se sempre entre as mais afectadas. A nota indica que cerca de 175 milhões serão afectadas anualmente por desastres.

Os dois órgãos recomendam a introdução de programas de redução de riscos nos currículos escolares de modo a equipar os alunos com conhecimentos práticos para situações de emergência.

 

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