1 bilhão de crianças são vítimas de conflitos
BR

17 junho 2009

Relatório revela que cerca de 30% deste total têm menos de 5 anos de idade; projetos nos países lusófonos Angola, Moçambique e Timor-Leste são citados como bom exemplo de reintegração.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas pediram a governos de todo o mundo e representantes da sociedade civil que reforcem medidas de proteção a crianças vítimas de conflitos e guerras.

O apelo foi feito após a revisão de um relatório sobre o problema, apresentado pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, nesta terça-feira, em Nova York.

Países Lusófonos

A "Revisão Estratégica dos 10 anos do Estudo de Graça Machel" revela que 1 bilhão de crianças vivem em países ou territórios afetados por conflitos armados. Deste total, 300 milhões têm menos de cinco anos de idade.

Machel, ex-primeira-dama de Moçambique e mulher do Prêmio Nobel da Paz, Nelson Mandela, concluiu o primeiro estudo sobre crianças em conflito, a pedido da ONU, em 1996.

Na revisão, apresentada nesta terça-feira, os especiliastas citaram projetos nos países de língua portuguesa Angola, Moçambique e Timor-Leste, como exemplos de reintegração. As três nações passaram por conflitos nas últimas décadas.

Terrorismo

Para o Unicef, a natureza dos novos conflitos torna o impacto da guerra sobre crianças ainda mais brutal. Elas se tornam vítimas da proliferação de armas de pequeno calibre, minas, atos de terrorismo e contraterrorismo.

Muitos menores também são recrutados como combatentes e detidos ilegalmente. Meninos e meninas estão sujeitos a moléstias sexuais incluindo estupros, que são usados em muitos casos como "armas de guerra".

Além disso, crianças que vivem em zonas de conflito são ameaçadas por situações de pobreza, malnutrição, deslocamento internos e doenças. E, muitas vezes, não frequentam a escola.

Apresentação: Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.

 

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