Falta de inquérito leva à impunidade na Guiné-Bissau, diz Ban
BR

17 junho 2009

Em relatório ao Conselho de Segurança, Secretário-Geral pede investigação de confiança sobre assassinatos de políticos no país; ele também sugere criação de gabinete integrado da ONU na ex-colônia portuguesa.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu às autoridades da Guiné-Bissau que realizem uma investigação credível sobre assassinatos no país para acabar com o ciclo de violência política na ex-colônia portuguesa.

A afirmação consta do seu último relatório sobre a Guiné-Bissau que será discutido pelo Conselho de Segurança na próxima terça-feira.

Impunidade

No dia 5 de junho, dois políticos foram assassinados em ataques separados. Um deles, Baciro Dabó, estava concorrendo às eleições presidencias, marcadas para o dia 28 deste mês.

A outra vítima era o deputado e o ex-ministro da Defesa Hélder Proença.

Os dois foram mortos três meses após o presidente do país e o ex-chefe das Forças Armadas também terem sido assassinados.

Sistema Legal

No relatório, Ban pediu ao governo e aos parceiros internacionais da Guiné para ajudar a evitar que a investigação sobre os assassinatos sejam esquecidas.

Segundo ele, o fracasso em julgar os autores de crimes políticos no passado minou o sistema legal e encorajou a impunidade.

O Secretário-Geral também pediu aos candidatos presidenciais e a seus eleitores para aceitar o resultado das urnas. Ele sugeriu ainda a criação de um gabinete integrado da ONU no país do oeste africano para suceder o atual escritório das Nações Unidas no país, Unogbis.

O Secretário-Geral disse em seu relatório ao Conselho de Segurança que o Exército guineense deve "respeitar a Constituição e não intervir na vida política". E que ao mesmo tempo, os políticos da Guiné-Bissau não devem "tentar usar ou manipular militares para atingir seus objetivos pessoais".

*Apresentação: Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.

 

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