Fechamento isola trabalhadores em áreas árabes ocupadas
BR

12 junho 2009

Organização Internacional do Trabalho afirma que mais da metade de pessoas entre 15 e 29 anos não estão nem estudando nem empregadas.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O relatório anual da Organização Internacional do Trabalho, OIT, revela que a situação dos trabalhadores nos territórios árabes ocupados está sendo prejudicada pelo congelamento das negociações de paz.

Segundo o documento, apresentado na sede da OIT, em Genebra, nesta quinta-feira, a situação em Gaza, cinco meses após o fim do conflito, tem todos os componentes do que o documento chama de "catástrofe humanitária".

Segurança

De acordo com a OIT, a população está praticamente isolada do resto do mundo e obrigada a viver da ajuda internacional.

O estudo revela que mais da metade das pessoas entre 15 e 29 anos não estudam nem trabalham.

Milhares de fábricas estão fechadas e a economia foi reduzida a atividades informais.

Mas pelo relatório, a situação de trabalhadores e das famílias na Cisjordânia teria melhorado um pouco nas área da segurança.

Terra e Água

Segundo o estudo, cidadãos sírios que vivem nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel, estão enfrentando obstáculos sérios para continuar a trabalhar. O acesso à terra e água permanece reduzido.

O desemprego em Gaza pulou de quase 29% para mais de 44%. Segundo o documento, o número pode ter aumentado após o conflito na região.

O relatório da OIT foi compilado com base no trabalho de missões enviadas aos territórios árabes ocupados, a Israel e à Síria no início deste ano.

As missões também visitaram Cisjordânia, Gaza e Golã.

 

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