OMS declara A(H1N1) uma pandemia

11 junho 2009

Anúncio foi feito em Genebra, sede da agência, após reunião de emergência com países-membros do órgão; OMS não impôs restrições a viagens.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou nesta quinta-feira que o vírus A(H1N1) é a primeira pandemia do século 21.

O anúncio foi feito em Genebra, na Suíça, pela directora-geral da agência, Margaret Chan.

Vírus

Chan disse que com base em informação científica e na disseminação do vírus pelo mundo, a OMS decidiu elevar o risco de pandemia para seis, o máximo da escala de alerta.

A doença já afectou quase 30 mil pessoas em 74 países causando 144 mortes, a maioria no México.

Os países com o maior número de casos são Estados Unidos, México, Canadá, Chile e Austrália.

Complicações

De acordo com Chan, o A(H1N1) continuará a espalhar-se, mas a agência não espera muitas vítimas fatais.

A directora-geral da OMS disse que ainda não se sabe como o vírus deverá se comportar nos países em desenvolvimento.

Para ela, grávidas que se contaminarem com o vírus estariam sujeitas a mais complicações.

Preocupação

Numa entrevista, antes do anúncio, a directora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira, disse à Rádio ONU, de Seul, na Coreia do Sul, que a fase 6 não deve gerar maior preocupação, mas sim mais vigilância.

"No caso de passar a esta fase 6, isso significa somente que o vírus está circulando. É uma consistência com os critérios que temos de classificação da pandemia e que o vírus circula em todos os lados. Mas não deve gerar uma preocupação mais importante que tínhamos ontem. O vírus está circulando, mas a gravidade não é como a gente antecipava. Parece que os casos são leves. Temos que continuar com uma vigilância do vírus e saber como os casos irão reagir", afirmou.

O continente menos afectado pela gripe A(H1N1) continua sendo a África. Apenas um caso foi registado no Egipto com uma rapariga que vive nos Estados Unidos e que viajou ao país africano de férias.

A OMS não impôs nenhuma restrição a viagens por causa da pandemia.

*Apresentação: Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.

 

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