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Mia Farrow e Darfur

Mia Farrow e Darfur

Iniciativa batizada de ‘Sorria Darfur\' durou uma semana e promoveu exposições, partidas de futebol e recreação; na ONU, Mia Farrow diz que 80% das vítimas são mulheres e crianças.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Terminou neste domingo, em Darfur, no Sudão, uma campanha da ONU para promover o fim da violência na província do país do centro-leste da África.

Batizada de "Sorria Darfur", a campanha organizou exposições de fotos, partidas de futebol entre os deslocados pela violência e atividades de recreação para crianças e jovens.

Crianças e Mulheres

Após um encontro sobre o Sudão no Conselho de Segurança da ONU, na sexta-feira, a atriz Mia Farrow, embaixadora do Unicef, e que passou todo o mês de fevereiro em Darfur, disse a jornalistas que as crianças formam grande parte das vítimas do conflito.

Mia Farrow disse a jornalistas que 80% das vítimas em Darfur são mulheres e crianças. Ela contou que quando esteve em Darfur ouviu relatos de ataques a bomba e outros explosivos que estão sendo lançados perto dos acampamentos.

Esperança

A atriz de Hollywood, Mia Farrow, disse ainda que muitos sudaneses em Darfur estão perdendo a esperança.

Ela contou que muitos refugiados por causa do conflito disseram a ela que preferem morrer a perder seu direito de ver feita a justiça.

O conflito em Darfur começou em 2003 entre tropas do governo, milícias e grupos rebeldes. Mais de 300 mil pessoas já morreram e 2,7 milhões foram obrigadas a fugir de suas casas.

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, foi indiciado em março por crimes de guerra e contra a humanidade em Darfur, mas ele nega qualquer envolvimento com o caso.

Tribunal Penal Internacional

O indiciamento de al-Bashir foi pedido pelo promotor do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo.

Ainda na sexta-feira, o embaixador do Sudão na ONU, Abdalmahmood Abdalhaleem Mohamad, voltou a dizer a jornalistas que seu país não vai cooperar com o TPI.

O embaixador enviou um recado ao promotor Luis Moreno Ocampo dizendo que o jurista sabia onde estavam o que ele chamou de verdadeiros criminosos e que o Sudão não era um deles.

Abdalmahmood Abdalhaleem Mohamad participou de um debate sobre o Sudão no Conselho de Segurança, na última sexta-feira, no qual também discursou o promotor do TPI sobre a situação em Darfur.