ONU pede calma após assassinatos de políticos na Guiné
BR

5 junho 2009

Candidato independente às eleições presidenciais, Baciro Dabó, foi morto esta sexta-feira, no mesmo dia em que o deputado e ex-ministro da Defesa, Helder Proença, foi assassinado num ataque que matou seus dois guarda-costas.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas pediram calma ao povo da Guiné-Bissau após o assassinato de dois políticos nesta sexta-feira no país.

Numa nota emitida pelo Escritório das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Unogbis, a ONU descreveu os assassinatos do candidato presidencial, Baciro Dabó, e do deputado e ex-ministro da Defesa, Helder Proença, como eventos sérios e lamentáveis.

Guarda-Costas

De acordo com agências de notícias, Dabó e Proença teriam sido mortos, em ataques separados, por forças de segurança da Guiné-Bissau. No atentado ao deputado Helder Proença foram mortos também dois guarda-costas dele.

Segundo a mídia local, o candidato presidencial foi assassinado durante a madrugada em sua casa em Bissau. Já o ex-ministro teria sido abordado, a tiros, no carro quando viajava do norte do país para a capital guineense.

O porta-voz do Unogbis, Vladimir Monteiro, disse à Rádio ONU, de Bissau, que as Nações Unidas alertaram as autoridades para a necessidade de proteção da vida humana.

Direitos Humanos

"A ONU lembra às autoridades que todas as questões devem ser resolvidas no quadro do respeito total do estado de Direito e dos direitos humanos. As Nações Unidas estão a acompanhar estes acontecimentos de perto e mantêm o Secretário-Geral informado. As Nações Unidas reafirmam o seu compromisso de apoiar a Guiné-Bissau para consolidar a paz e a ordem constitucional", disse.

Processo Eleitoral

O Unogbis disse que espera que os eventos não ameacem o processo eleitoral e a ordem constitucional. A Guiné-Bissau, um país de língua portuguesa no oeste da África, tem eleições marcadas para o próximo dia 28.

Baciro Dabó, assassinado nesta sexta-feira, era um dos 13 candidatos à presidência guineense.

A morte dos políticos ocorre três meses após os assassinatos do presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Nino Vieira e do chefe das Forças Armadas, Tagmé Na Waié.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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