Cheias deixam mais de 432 mil pessoas desabrigadas
BR

4 junho 2009

Enchentes deixaram 64 mortos e destruíram colheitas do ano inteiro. Secretária Nacional de Defesa Civil diz que reconstrução de casas deve levar, no mínimo, de três a seis meses.

Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York.*

A Secretaria Nacional de Defesa Civil informou, nesta quarta-feira, que as cheias que atingem principalmente o norte e o nordeste do Brasil deixaram mais de 432 mil pessoas desabrigadas, e o número de mortos chegou a 64.

De acordo com a Organização Mundial de Meteorologia, OMM, agricultores das regiões afetadas disseram ter perdido a produção do ano inteiro.

Auxílio financeiro

O governo federal colocou à disposição, no fim de maio, R$ 880 milhões para atender aos 13 estados atingidos pelas enchentes, segundo informações da Defesa Civil.

A Secretária Nacional de Defesa Civil, Ivone Maria Valente, contou à Rádio ONU, de Brasília, que especialistas em gestão de desastres foram enviados pelo órgão para os estados mais afetados:

"Eles fizeram reunião com o governo e a equipe que está fazendo o gerenciamento do desastre, e identificaram novas necessidades, como a forma que nós poderemos continuar apoiando. Para nós, o desastre não acabou, ele ainda está em processo de desenvolvimento, a normalidade não retornou, e continua necessitando de apoio. Só que agora o apoio pode ser outro, varia muito. Ainda não mobilizamos essas instituições de caráter mais científico, mais técnico, por não acharmos necessário."

Reconstrução

Ivone Valente informou que muitos municípios foram severamente castigados. Segundo ela, após a queda da barragem de Algodões, no Piauí, em 27 de maio, dois municípios do estado ficaram 50% destruídos.

"Os estados já estão com máquinas e equipamentos fazendo a retirada de lama, terra, escombros, que é justamente o cenário desse desastre, um cenário de destruição. E vem aí a reconstrução, que é a fase que teremos que lidar com limitações da própria engenharia. Há um período de construção das casas de três a seis meses, que é o tempo mínimo estimado para que as pessoas possam voltar para suas casas."

Apesar do grande número de desabrigados, a secretária nacional de Defesa Civil afirmou que a assistência à população afetada está sob controle, pois todos estão recebendo alimentação e muitos estão em abrigos coletivos.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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