Guiné-Bissau precisa encontrar seu caminho

3 junho 2009

Titular da pasta dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, diz que nova geração de guineenses tem a responsabilidade de iniciar um novo capítulo de desenvolvimento económico e estabilidade no país.

[caption id="attachment_164974" align="alignleft" width="175" caption="Luís Amado"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse que a Guiné-Bissau vai ter de encontrar, ela própria, o seu caminho após as eleições presidenciais de 28 de Junho.

O governante português falava à Rádio ONU, em Nova Iorque, após um encontro com o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na terça-feira.

Geração

Amado afirmou que Portugal vai fornecer apoio técnico e prático ao acto eleitoral, reconhecendo igualmente a contribuição dos outros países de língua portuguesa e das nações vizinhas da Guiné-Bissau.

"Creio que esta geração de guineenses tem responsabilidades políticas e procura muito rapidamente encerrar e passar a uma fase de normalidade democrática sem a qual não há desenvolvimento económico nem capacidade para resolver os problemas das populações e o nível de bem estar a que aspiram" afirmou.

Durante o encontro com Ban Ki-moon, Luís Amado abordou a questão da língua portuguesa no sistema das Nações Unidas. O governante disse à Rádio ONU que o processo de promover o português precisa do apoio determinado dos oito países que falam o idioma.

Vocação Universal

"Sem uma grande participação dos países de língua portuguesa, Portugal que é um país com 10 milhões de habitantes não terá condições de impor o português com estatuto de língua de vocação universal que é. Sobretudo também pelo fato também de o Brasil ser um grande país, uma grande potência demográfica, com aproximadamente 200 milhões de pessoas que têm o português como única língua e língua oficial. Neste momento surge a oportunidade para que possamos dar à língua portuguesa o estatuto que ela tem, por força justamente da universalidade que a língua adquiriu devido à expansão globalizante que Portugal assumiu no século 15, a partir do século 15", disse.

No ano passado, o parlamento português aprovou uma estratégia de internacionalização do idioma que prevê mais destaque para a língua na ONU e em outros organismos internacionais.

 

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