Pillay pede inquérito a violações no Sri Lanka

26 maio 2009

Alta Comissária da ONU disse haver razões para acreditar que tanto o governo como os rebeldes violaram os direitos humanos da população civil; governo cingalês declarou na semana passada victória no conflito de 27 anos com os Tigres de Libertação do Tâmil Eelam.

[caption id="attachment_164134" align="alignleft" width="175" caption="Navi Pillay"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu um inquérito independente às violações da lei internacional durante o conflito no Sri Lanka.

O apelo foi feito esta terça-feira, em Genebra, durante uma sessão especial do Conselho dos Direitos Humanos sobre a situação naquele país asiático.

Artilharia Pesada

Na semana passada, o governo do Sri Lanka declarou victória sobre o movimento separatista Tigres de Libertação do Tâmil Eelam, pondo termo a um conflito sangrento de 27 anos.

Os últimos meses da guerra causaram o deslocamento de milhares de civis.

Pillay disse que as alegações de que o governo utilizou artilharia pesada em zonas densamente povoadas e que os rebeldes usaram civis como escudos humanos devem ser investigadas.

Ela afirmou que o estabelecimento dos factos é crucial para analisar a conduta de todas as partes do conflito. Para a Alta Comissária o fim não pode justificar os meios em quaisquer circunstâncias.

Monitores Independentes

Pillay afirmou haver fortes razões para acreditar que ambos os lados desrespeitaram o princípio fundamental da inviolabilidade dos civis.

Ela pediu ao governo cingalês para garantir o acesso, sem restrições, da ajuda humanitária aos sobreviventes do conflito.

A Alta Comissária disse que monitores independentes de direitos humanos e a comunicação social deviam também ter acesso à area de conflito para verificarem os relatos sobre graves violações da lei humanitária internacional.

 

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