Civis na RD Congo são vítimas de atrocidades

20 maio 2009

Segundo o Ocha, grupos armados continuam a aterrorizar as populações civis; 77 pessoas foram mortas e mais de mil palhotas queimadas por rebeldes hutus desde Março.

Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

O Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, disse esta quarta-feira que as populações civis no leste da República Democrática do Congo estão a ser vítimas de assassinatos, violações sexuais e saqueamentos.

Uma porta-voz da agência da ONU disse a jornalistas em Genebra que a protecção de civis transformou-se numa grande preocupação na província de Kivu Sul, devido a actos de intimidação das populações por parte de grupos armados.

Catanas

Segundo o Ocha, os ataques intensificaram-se desde Abril após o anúncio de operações militares do exército congolês contra o grupo rebelde hutu, Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr.

O agravamento da situação de segurança causou deslocamentos populacionais e afectou o acesso dos actores humanitários.

A agência das Nações Unidas revela que mais de mil palhotas em três aldeias foram incendiadas pelo Fdlr desde meados de Março e que 77 pessoas foram mortas com catanas ou queimadas vivas.

Violação Sexual

O Ocha cita um relatório preliminar de um departamento do governo congolês segundo o qual 463 casos de violação sexual foram registados nos primeiros quatro meses deste ano. Isto representa mais de metade do total de casos notificados em 2008.

Dados da ONU indicam que cerca de 1,4 milhão de pessoas estão agora deslocadas no leste da República Democrática do Congo, após os últimos actos de violência.

 

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