Cerca de 45 mil já fugiram de Mogadíscio

20 maio 2009

De acordo com o Acnur, a maior parte dos deslocados procura refúgio no corredor de Afgooye, a sudoeste da cidade; confrontos entre forças do governo e grupos islâmicos tiveram início no dia 8 de Maio.

Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

O número de pessoas que fugiram aos combates em Mogadíscio, capital da Somália, aumentou para 45 mil, apesar de uma pausa no conflito.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, uma proporção significativa de deslocados está dirigir-se para o corredor de Afgooye, a sudoeste da cidade. Cerca de 200 mil pessoas já vivem no local em vários campos provisórios que foram erguidos nos últimos dois anos.

Espaço Humanitário

Intensos combates entre forças governamentais e vários grupos islâmicos tiveram início a 8 de Maio.

Muitos deslocados disseram ao Acnur que não regressarão a Mogadíscio, mesmo se a cidade for pacificada. Outros que voltaram recentemente à cidade, após anos de exílio em países vizinhos, manifestaram a sua profunda decepção pelos acontecimentos.

Um porta-voz do órgão disse esta quarta-feira a jornalistas em Genebra que o agravamento da situação de segurança na capital da Somália reduziu o espaço humanitário na zona de conflito. Isto dificulta o fornecimento de ajuda aos deslocados.

Dadaad

O Acnur indica também que o número de refugiados somalis que fogem para o Quénia e o Iémen, através do Golfo de Aden, continua a aumentar. O número de civis no complexo de refugiados de Dadaad, no nordeste do Quénia, atingiu o número recorde de 272 mil. O campo foi originalmente construido para abrigar menos de 100 mil.

A Somália não tem um governo central e funcional desde a queda do presidente Siad Barre em 1991. As Nações Unidas estimam que cerca de 3,2 milhões de pessoas, 40% da população, necessitam de assistência humanitária.

 

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