50 milhões já perderam emprego este ano

19 maio 2009

Chefe da OIT pediu criação de um pacto mundial para enfrentar a questão do desemprego; simpósio da Unctad debateu impacto da crise sobre oa países mais pobres.

Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

O director-geral da Organização Internacional do Trabalho, OIT, Juan Somavia, disse que cerca de 50 milhões de pessoas já perderam o seu emprego este ano. Em 2008, 14 milhões de pessoas cairam no desemprego.

Ele falava num simpósio da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, Unctad, que terminou esta terça-feira em Genebra.

Pacto Mundial

Intitulado "Crise Económica e Desenvolvimento: o Caminho a Seguir", o simpósio teve por objectivo escutar as opiniões de organizações e pessoas que ainda não foram ouvidas no actual debate sobre a crise global.

Somavia voltou a pedir a criação de um pacto mundial para enfrentar a questão do desemprego. Ele disse que a perda de postos de trabalho é uma das principais dimensões humanas da crise económica.

O economista da Divisão África do Unctad, Rolf Traeger, disse à Rádio ONU, de Genebra, que o aumento do desemprego mostra claramente que a crise está longe de ter chegado ao fim.

Solidariedade Social

"Isso significa que os trabalhadores vão ser as principais vítimas da crise, com todas as consequências que o desemprego pode trazer em termos de aumento da pobreza, quebra de renda e queda do nível de vida das famílias. Para os países em desenvolvimento o impacto será sentido nas áreas da saúde, educação, solidariedade social e segurança" afirmou.

Rolf Traeger partilhou também com a Rádio ONU as principais conclusões do simpósio.

Reformas Reais

"A crise que estamos atravessando actualmente é uma crise estrutural que tem as suas raízes nos principais desequilíbrios da economia mundial e no modelo de desenvolvimento que foi adoptado tanto pelos países ricos como pobres nos últimos 30 anos".

O Secretário-Geral do Unctad, Supachai Panitchpakdi, apelou para uma estratégia de saída para a crise, apelando para o que descreveu de reformas reais do sistema financeiro internacional.

 

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