ONU diz que Somália vive momento crítico

13 maio 2009

Lynn Pascoe disse ao Conselho de Segurança que país tem uma oportunidade única para abraçar um futuro de paz; estratégia de Ban Ki-moon para a Somália foi também debatida.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, disse esta quarta-feira que a Somália vive um momento crítico.

A afirmação foi feita numa reunião do Conselho de Segurança sobre os últimos desenvolvimentos naquele país do Corno de África.

Estratégia

Pascoe disse que apesar dos confrontos dos últimos dias, a Somália tem uma oportunidade única para acabar com o sofrimento do seu povo e abraçar um futuro de paz.

Ele afirmou que o recrudescimento da violência é uma resposta clara à estratégia inclusiva do governo de procurar consensos para a estabilidade.

Falando na mesma reunião, o Subsecretário-Geral para Operações de Paz, Alan Le Roy, informou o conselho sobre a abordagem em três fases recomendada por Ban Ki-moon para um maior envolvimento das Nações Unidas na Somália.

Amisom

No seu último relatório ao Conselho de Segurança, em finais de Abril, Ban defendeu, numa primeira fase, o apoio da ONU à missão da União Africana no país, Amisom,

Ela seria seguida por uma presença limitada das Nações Unidas em Mogadíscio. A terceira e última fase seria a implementação de uma missão de paz da ONU para substituir a força africana.

O Secretário-Geral disse, contudo, que só recomendará uma missão das Nações Unidas na Somália se estiver satisfeito com o grau de aceitação da presença da ONU no país.

Uma decisão final sobre o assunto será tomada em finais do ano.

A Somália não tem um governo central e funcional desde a queda do presidente Siad Barre em 1991. As Nações Unidas estimam que cerca de 3,2 milhões de pessoas, 40% da população, necessitam de assistência humanitária.

 

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