África é o único continente sem casos de gripe A(H1N1)

13 maio 2009

Última nota da OMS sobre a doença, divulgada esta quarta-feira, não inclui casos no continente; agência da ONU continua a reforçar vigilância epidemiológica nos países africanos.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

África é o único continente onde ainda não foram notificados casos da gripe A(H1N1).

A última nota da Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgada esta quarta-feira, em Genebra, indica que 33 países notificaram 5728 casos da doença, incluindo 56 óbitos.

Vigilância

A agência da ONU revelou na semana passada que está preocupada com a possibilidade do vírus alastrar-se a África, tendo reforçado a sua vigilância epidemiológica no continente.

Vários países africanos, incluindo a África do Sul, Quénia e Benin, informaram sobre casos suspeitos mas até agora ainda não foi confirmada qualquer infecção.

O epidemiologista da OMS, Carlos Dora, disse à Rádio ONU, de Genebra, que a situação geográfica do continente africano e os poucos contactos que mantem com o México explicam esta situação.

México

"A meu ver existem duas razões principais. A primeira é que África está no hemisfério sul. Epidemiologicamente os casos de gripe aumentam no Inverno. Então ainda não chegou o momento para o aumento dos casos no hemisfério sul. A outra razão é que muitos dos casos iniciais tiveram origem no México. O México tem muito mais ligação com os Estados Unidos, Canadá, América do Sul e com partes da Europa do que com África" afirmou.

A OMS indicou que 8 laboratórios em África estão preparados para detectar o vírus.

Segundo Carlos Dora, o continente provou durante outros surtos de influenza no passado que está preparado para enfrentar esta nova gripe.

Capacidade

"A OMS tem toda uma rede de apoio à vigilância epidemiológica que também é estendida a África. Essa rede tem pontos de contacto em todos os países africanos. No passado, durante vários surtos de doenças novas, o continente sempre deu uma boa resposta"disse.

A Organização Mundial da Saúde informou esta quarta-feira que continua a monitorar a situação da gripe e que poderá baixar o alerta de risco da doença de 5 para 4 se o número de casos começar a descer.

 

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