ONU pede protecção das exportações dos países em transição

12 maio 2009

Reunião da Unctad revela que exportações dos países em desenvolvimento vão cair este ano entre 7 a 9%; chefe do órgão disse que ainda se desconhece o verdadeiro impacto da crise global sobre os países pobres.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os países em desenvolvimento só irão recuperar da actual crise económica se os enormes progressos que alcançaram nas últimas décadas forem protegidos em duas áreas cruciais: exportação de produtos viáveis e participação no comércio global forem protegidos.

A afirmação foi feita esta terça-feira durante um encontro da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, em Genebra, na Suiça.

Remessas

O presidente do órgão, Supachai Panitchpaki, disse na abertura da reunião que ainda não se sabe qual será o verdadeiro impacto da crise financeira sobre os países em desenvolvimento.

Ele afirmou que as economias menos avançadas enfrentam várias dificuldades, incluindo uma redução na procura das suas exportações, queda dos preços das matérias primas, e diminuição das remessas dos seus migrantes.

O chefe da Unctad indicou que o comércio foi crucial para os progressos económicos dos países da África, Ásia e América Latina.

Globalização

O grau de dependência das economias de desenvolvimento médio em relação aos mercados externos duplicou de 26% em 1995 para 51% em 2007. Para os países menos avançados a proporção foi de 17% para 45% no mesmo período.

Panitchpaki disse que a globalização da economia significa que a crise está a alastrar-se aos países pobres. Ele pediu aos países ricos que priorizem os mercados globais de exportação nos seus programas de estímulo fiscal.

A Unctad revela que as exportações nas economias em transição vão cair entre 7% a 9%, comparado com 9% a 16% para os países menos avançados.

 

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