Trabalho forçado custa US$ 20 mil milhões por ano

12 maio 2009

Estudo da OIT diz que África Subsaariana é a terceira região do mundo com maior proporção de pessoas envolvidas na prática; segundo estimativas da agência da ONU, cerca de 12,3 milhões eram forçadas a trabalhar em 2005.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O trabalho forçado custa ao mundo cerca de US$ 20 mil milhões todos os anos.

A afirmação está contida num relatório publicado esta terça-feira em Genebra, Suiça, pela Organização Internacional do Trabalho, OIT.

Práticas Fraudulentas

O documento, "O Custo da Coerção" destaca um número crescente de práticas fraudulentas e criminosas que conduzem muitas pessoas a situações de trabalho forçado. Apela também a esforços renovados para erradicar o fenómeno.

O estudo da agênca da ONU nota progressos significativos a nível nacional e internacional para reduzir e impedir o trabalho forçado, mas alerta sobre o possível impacto da actual crise económica global.

O anterior relatório da OIT sobre o assunto, publicado em 2005, indicava que 12,3 milhões de pessoas estavam envolvidas nas diversas formas de trabalho forçado.

A directora da OIT no Brasil, Laís Abramo, disse à Rádio ONU, de Brasília, que o trabalho forçado é a antítese do que a ONU considera um trabalho decente.

Coerção

"Em primeiro lugar, é evidentemente uma gravíssima violação dos direitos humanos e dos direitos fundamentais do trabalho. O trabalho forçado é uma forma de trabalho que implica uma coerção e uma restrição da liberdade. Pode assumir diversas formas mas é sempre este o carácter. Isto evidentemente é a antítese do que a OIT considera um trabalho decente" afirmou.

O relatório apresenta um retrato misto sobre os esforços mundiais para combater a prática. Enquanto muitos países introduziram legislação contra o fenómeno, outros enfrentam dificuldades para identificar casos de abusos.

A África Subsaariana é terceira região no mundo com maior proporção de pessoas envolvidas no trabalho forçado, após a Ásia e a América Latina. Segundo o estudo, a prática no continente reflecte uma longa história de discriminação contra grupos vulneráveis, incluindo o legado da escravatura.

 

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