ONU condena recrudescimento da violência em Mogadíscio

12 maio 2009

Representante do Secretário-Geral no país pede fim dos confrontos na capital, descrevendo o conflito de inaceitável; segundo agências de notícias, cerca de 100 pessoas morreram e milhares foram deslocadas devido à intensificação dos combates nos últimos dias.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Representante Especial de Ban Ki-moon para a Somália, Ahmedou Ould-Abdallah, condenou energicamente o que descreveu de continuada agressão dirigida contra o legítimo governo do país.

Num comunicado divulgado esta terça-feira, ele disse que a violência, que já causou mortes e deslocou um elevado número de civis, é completamente inaceitável.

Governo Legítimo

Segundo agências de notícias, milhares de somalis estão a fugir da capital, Mogadíscio, devido à intensificação dos combates na cidade. Cerca de 100 pessoas são referidas como tendo morrido nos últimos dias.

Ould-Abdallah pediu o fim imediato da violência. Ele afirmou que o país é agora liderado por um governo legítimo que deve ser apoiado.

O representante do Secretário-Geral acusou o que descreveu de elementos irresponsáveis, apoiados por estrangeiros, de terem atacado Mogadíscio numa tentativa para tomarem o poder pela força.

Ele disse que o povo somali já demonstrou claramente que que está cansado da violência que mata e desloca civis inocentes, incluindo crianças.

Missão de Paz

Ould-Abdallah indicou que o Processo de Paz de Djibouti está aberto a qualquer grupo que apoie a estabilidade.

Também elogiou a União Africana pela forma célere como condenou o conflito.

No seu último relatório ao Conselho de Segurança em finais de Abril, Ban Ki-moon estabeleceu condições para a criação de uma missão de paz da ONU na Somália. Ban disse que uma decisão final sobre o assunto será tomada dentro de oito meses.

A Somália não tem um governo central e funcional desde a queda do presidente Siad Barre em 1991. As Nações Unidas estimam que cerca de 3,2 milhões de pessoas, 40% da população, necessitam de assistência humanitária.

 

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