Relatores da ONU querem inquérito no Sri Lanka

8 maio 2009

Um comunicado divulgado em Genebra apela às partes para priorizarem a segurança dos civis e garantirem a sua saída segura da zona de conflito.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A actual crise humanitária no Sri Lanka é motivo de profunda preocupação, não só pelo elevado número de civis que continuam a morrer, mas também pela falta de transparência e responsabilidade das partes envolvidas no conflito.

A afirmação está contida num comunicado divulgado esta sexta-feira em Genebra por quatro especialistas independentes da ONU, incluindo a portuguesa Catarina de Albuquerque, relatora para o direito à água e saneamento.

Comissão de Inquérito

Os outros signatários do documento são Philip Alston, para execuções sumárias, Olivier De Schutter, para o direito à comida e Anand Grover, para o direito à saúde.

Eles pediram a todas as partes para priorizarem a segurança dos civis, incluindo a sua saída segura da zona de confrontos.

Catarina de Albuquerque disse à Rádio ONU, de Genebra, que o comunicado pede a criação de uma comissão de inquérito para investigar a situação crítica no país.

"Precisamos que o governo do Sri Lanka traga à luz provas de que está a respeitar as suas obrigações decorridas dos direitos humanos e do direito internacional humanitário. Nós também referimos ser urgente o estabelecimento de uma comissão internacional de inquérito que tenha competência para documentar todos os acontecimentos dos últimos meses e que fiscalize ou monitorize os desenvolvimentos que temos estado a assistir" afirmou.

Saúde Reprodutiva

O Fundo da ONU para a População, Fnuap, disse que pelo menos 3 mil mulheres grávidas fugiram do conflito no Sri Lanka nos últimos dias, e que 350 delas darão à luz no próximo mês.

Uma nota da agência da ONU, divulgada na quinta-feira, afirma que o órgão está a reforçar o seu apoio à saúde e segurança das mulheres e raparigas afectadas pelos combates.

A Fnuap indica que doenças e mortes associadas à gravidez aumentam em situações de conflito, quando os serviços de saúde reprodutiva são afectados.

 

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