Tribunal rejeita pedido para absolver Charles Taylor

4 maio 2009

Moção foi apresentada ao Tribunal da ONU para a Serra Leoa pelos advogados da defesa do ex-presidente da Libéria; ele é acusado de crimes de guerra e contra a humanidade.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Tribunal Especial da ONU para a Serra Leoa rejeitou esta segunda-feira um pedido para absolver Charles Taylor, o antigo presidente da Libéria.

A moção foi apresentada pelos seus advogados de defesa. O tribunal disse que Taylor terá de responder a todas as 11 acusações de crimes de guerra e contra a humanidade, incluidas no seu indiciamento.

Atrocidades

Charles Taylor nega todas as acusações que não estão ligadas a alegadas atrocidades que cometeu no seu país, mas sim à sua ajuda a dois grupos rebeldes na Serra Leoa, entre 1996 e 2002.

O tribunal pediu aos seus advogados para se prepararem para a apresentação dos seus argumentos, no reinício do julgamento em finais de Junho próximo. Segundo os regulamentos do tribunal, o acusado será a primeira testemunha a ser interrogada pelos advogados da defesa.

Taylor foi presidente da Libéria de 1997 a 2003. Após a sua queda, ele esteve exilado na Nigéria, de onde foi extraditado para Haia, na Holanda, em 2006.

Instabilidade

As acusações de crimes de guerra e contra a humanidade que ele enfrenta, incluem violações sexuais, pilhagens, recrutamento de crianças-soldado e escravatura.

O caso foi transferido da Serra Leoa para Haia devido a receios de que o seu julgamento na capital, Freetown, pudesse fomentar instabilidade na sub-região africana.

O julgamento, incluindo os argumentos finais, a sentença e um possível apelo, deverá ficar concluído em finais de 2010.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud