Ban defende eleições credíveis no Madagáscar
Numa nota emitida em Nova Iorque, Ban Ki-moon pediu às autoridades malgaxes para respeitarem os direitos humanos e o estado de direito; ele apelou a um processo político inclusivo para criar um governo legítimo.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, continua preocupado com a crise no Madagáscar, que já provocu uma escalada de violência, detenções politicamente motivadas e perdas de vidas.
Num comunicado emitido pela sua porta-voz, esta segunda-feira em Nova Iorque, Ban apela às autoridades para observarem os direitos humanos e respeitarem o estado de direito.
Diálogo
O Secretário-Geral toma nota do encontro do Grupo de Contacto para o país, que teve lugar a 30 de Abril, em Adis Abeba, capital da Etiópia.
Ele afirma que o conselheiro político da ONU, Tiébilé Dramé, continua em discussões com a União Africana e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, para encontrar uma saída para a crise.
Ban reitera que o recomeço do diálogo entre todas as partes malgaxes é a única solução para a crise no país.
Renúncia
O Secretário-Geral diz que esse diálogo, no quadro de um processo inclusivo, deveria conduzir a um acordo de transição e a eleições credíveis para a criação de um governo legítimo.
O antigo chefe da câmara da capital, Antananarivo, Andry Rajoelina, assumiu a presidência do Madagáscar em Março último, após a renúncia do presidente Marc Ravalomanana.
Pelo menos 100 pessoas morreram em confrontos entre simpatizantes dos dois rivais, desde o início do ano.