África se prepara para A(H1N1)

30 abril 2009

Segundo agências de notícias, dois casos suspeitos de gripe causada pelo vírus H1N1 estão a ser testados na África do Sul; OMS reforçou vigilância epidemiológica no continente.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O escritório regional da Organização Mundial da Saúde, OMS, para África lançou um programa para combater o potencial alastramento da gripe causada pelo vírus H1N1 no continente.

Numa nota divulgada na quarta-feira, a agência da ONU indica ter criado um gabinete de crise na sede do órgão em Brazaville, República do Congo, para monitorar a situação e responder a qualquer surto da influenza em África.

África do Sul

A OMS diz também que está a trabalhar com os países africanos para reforçar a sua vigilância epidemiológica e planos de preparação para a doença.

Segundo agências de notícias, dois casos suspeitos do vírus estão actualmente a ser testados na África do Sul. As duas mulheres apresentam sintomas leves da gripe após terem regressado recentmente do México.

O representante da OMS em Moçambique, El Hadi Benzerroug, disse à Rádio ONU, de Maputo, que as autoridades sanitárias moçambicanas estão a monitorar a situação da doença no país vizinho.

Preparação

"Qualquer caso que apareça na nossa sub-região é para nós uma forma de risco que nos alerta para não só continuar a procurar notícias sobre a confirmação desses casos e monitorar as medidas tomadas na África do Sul, mas também reforçar a nossa capacidade de preparação a nível nacional. É isto que nos preocupa. Um grupo de trabalho já foi criado no ministério da saúde com o apoio dos parceiros para tomar as medidas necessárias" afirmou.

Moçambique já iniciou uma campanha de informação para alertar a população sobre os principais sintomas da influenza e as precauções que devem ser tomadas.

O porta-voz do ministério da saúde, Leonardo Chavana, disse à Rádio ONU, da capital moçambicana, que o governo também aumentou a sua vigilância a nível de todos os aeroportos internacionais do país.

Aeroportos

"Incrementamos a nossa vigilância a nível dos aeroportos internacionais para olharmos mais para as pessoas que possam estar a chegar de regiões já afectadas. Também criamos nos hospitais que ficam próximos desses aeroportos um espaço que possa servir de acolhimento de casos suspeitos e possam ser atendidos e seguidos"disse.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, elevou na quarta-feira para 5 o alerta de risco de pandemia sobre a gripe causada pelo vírus H1N1. Na escala que vai até 6, o alerta 5 é activado quando pelo menos dois países confirmam transmissão directa do vírus entre seres humanos.

 

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