Crise coloca em risco progressos sociais em África

29 abril 2009

Durante uma reunião com o FMI, ministros africanos das finanças pediram ajuda imediata para combater a crise; órgão prevê um crescimento económico de apenas 1,5% em 2009, no continente.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Ministros africanos das finanças saudaram o aumento dos recursos financeiros para os países em desenvolvimento, mas alertaram que o continente só irá absorver o impacto da crise económica global se a assistência for fornecida imediatamente.

Ministros dos 15 países membros do Grupo Consultivo Africano reuniram-se este domingo na sede do Fundo Monetário Internacional, FMI, em Washington, Estados Unidos, com o director-geral do órgão, Dominique Strauss-Kahn, para discutir a resposta de África à crise.

Pobreza

O ministro das finanças da Serra Leoa, Samura Kamara, que preside o grupo, disse que a crise económica será grave no continente.

Ele afirmou que o crescimento será reduzido colocando em risco os enormes ganhos sociais conseguidos em África na última década e atirando milhões de pessoas para a pobreza.

O FMI anunciou na semana passada que vai duplicar o montante para empréstimos dos países mais pobres ao abrigo do seu programa de redução da pobreza e crescimento económico.

Recuperação

Durante a reunião, Dominique Strauss-Kahn reiterou que o Fundo Montetário Internacional está preparado para colocar à disposição dos países africanos os recursos financeiros que necessitam para combater a crise.

O FMI prevê que o crescimento económico na África Subsaariana deverá cair de 5,5% em 2008 para 1,5% este ano.

Uma análise financeira do órgão prevê, contudo, uma ligeira recuperação para 3,7%, em 2010, um valor abaixo dos índices verificados antes da crise global.

 

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