África continua afectada por altos preços de alimentos

23 abril 2009

Segundo a FAO, países em desenvolvimento estão sendo obrigados a pagar mais mesmo após queda acentuada no valor cobrado por géneros alimentícios em outras partes do mundo.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, informou que o preço dos alimentos continua alto nos países em desenvolvimento apesar de melhores colheitas no ano passado.

No relatório "Projeções de Colheitas e Situação Alimentar", publicado nesta quinta-feira, a agência da ONU alerta para a queda acentuada no que está sendo cobrado por alimentos em outras partes do mundo.

Fome e Malnutrição

Para a FAO, os altos preços criam mais dificuldades para milhões de pobres que já sofrem com fome e malnutrição.

Uma pesquisa realizada em 58 países mostrou que em 80% dos casos, o consumidor continua a pagar mais pela comida do que há 12 meses.

A situação ainda é mais dramática na África Subsaariana com preços recordes para alimentos básicos.

A agência da ONU informou que este ano, a produção de cereais deve diminuir 3% se comparada ao resultado de 2008.

Mesmo assim, a FAO prevê que a produção global será a segunda maior já registada na história.

Emergência Alimentar

A maior queda será nas colheitas do trigo, que sofreu uma redução de plantio em países em desenvolvimento por causa da redução dos preços.

A FAO informou que mantém seu programa de emergência alimentar em 32 países, a maioria na África e na Ásia.

No leste da África, pelo menos 17 milhões de pessoas estão a passar fome por causa de fracas colheitas, conflitos ou até mesmo uma combinação dos dois factores.

Na África do Sul, o ritmo lento de importações e os preços altos estão a ameaçar a segurança alimentar de cerca de 8,7 milhões.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.

 

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