Economia deve obter recuperação lenta em 2010
BR

22 abril 2009

Previsão do órgão indica retração mais moderada a partir do segundo semestre deste ano; desempenho global encolherá 1,3%.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, informou que a economia global deve encolher 1,3% este ano.

Segundo as previsões do órgão, a retração deve ser mais moderada a partir do segundo semestre com possibilidade de uma recuperação lenta para 2010.

Ações Corretas

A informação foi divulgada, nesta quarta-feira, pelo FMI com dados baseados no Panorama Econômico Mundial, publicado pelo órgão.

O documento prevê ainda que a produção per capita deve diminuir nos países que concentram cerca de 75% da economia global.

O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, disse que o momento exige políticas fortes e que, com ações corretas, o crescimento poderá ser positivo antes do fim deste ano.

Ele prevê ainda uma queda nos indíces de desemprego antes de dezembro de 2010.

Mercados Emergentes

Segundo as últimas projeções do FMI, os mercados emergentes devem sofrer menos perdas que os países desenvolvidos com relação ao crescimento econômico.

Apesar de uma diminuição com relação ao ano passado, a China pode registrar um desempenho de 6,5% este ano.

Para o FMI, o Brasil, que tem uma das 20 maiores economias do mundo, deve registrar um crescimento negativo este ano e de 2,2% em 2010.

O encarregado de Informação do FMI, Andreas Adriano, disse que a estratégia do país de enfrentamento da crise estaria no caminho certo.

Estímulo Fiscal

"O fato é que o Brasil já está implementando políticas bastante agressivas para enfrentar a crise. As chamadas políticas contracíclicas. Quando as coisas estão bem o país economiza dinheiro e quando a economia desacelera, o país gasta dinheiro. O Brasil está fazendo isso com investimentos, com estímulo fiscal e também do lado monetário reduzindo a taxa de juros. São duas medidas importantes para tentar amenizar o impacto da crise no país", afirmou.

De acordo com o FMI, os países do leste da Ásia estão sofrendo mais com a crise atual pela sua dependência em produtos de exportação.

A queda nos preços das mercadorias também levaram a perdas para o Oriente Médio, a África e a América Latina.

 

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