Reunião da ONU analisa combate a ‘crimes globalizados’
BR

21 abril 2009

Fraudes financeiras, ciberterrorismo e falsidade ideológica são alguns dos delitos mais comuns além de lavagem de dinheiro e tráfico humano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU está abrigando em Viena, na Áustria, a 18ª sessão da Comissão sobre Prevenção a Crimes e Justiça Penal.

Segundo o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, Antonio Maria Costa, o mundo está vivendo atualmente uma "onda de criminalidade".

Tráfico Humano

Costa também afirmou que a crise global está levando a uma maior infiltração de grupos criminosos no sistema financeiro mundial.

A Internet sem sido usada como um instrumento para fraudes, crimes de falsidade ideológica e ciberterrorismo.

Outros motivos de preocupação são lavagem de dinheiro e tráfico humano.

Para o Unodc, a comunidade internacional precisa de ações imediatas para

combater estes delitos.

Umas das recomendações da agência da ONU é a criação de parcerias e troca de informações entre os países.

Mecanismos

Um dos participantes da conferência, o secretário Nacional de Justiça do Brasil, Romeu Tuma Júnior, disse à Rádio ONU de Viena, que o país fechou um acordo com Portugal para evitar mais vítimas de tráfico humano.

"Fizemos recentemente um grande evento em Portugal de onde surgiu a Declaração de Lisboa. Durante a reunião, eu coordenei juntamente com as autoridades portuguesas no sentido de se buscar mecanismos para combater esse mal que é uma coisa absurda. Não dá para se conceber que no século 21 ainda tem gente vendendo gente. E pior do que isso: tem gente comprando gente. Ou para a prostituição, ou para a mão-de-obra barata ou infantil ou para traficar órgãos. Temos feito um trabalho, buscando a cooperação das grandes nações no combate a esse mal. Porque o problema do tráfico de pessoas tem muita analogia com o tráfico de drogas", explicou.

Protocolos

A reunião em Viena também está debatendo superlotação de prisões e o acesso a atendimento jurídico para a população carcerária.

A agência da ONU pediu aos países-membros que façam mais uso da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, que entrou em vigor em 2003.

O documento inclui ainda três protocolos. Um sobre o tráfico de seres humanos, contrabando de migrantes, produção ilegal e tráfico de armas.

 

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