Ataques rebeldes na RD Congo deslocam 100 mil

21 abril 2009

Ataques concertados do grupo rebelde hutu, Fdlr, nas últimas sete semanas, deixaram um rasto de morte, destruição e mais deslocamentos; segundo o Acnur, a imprevisibilidade dos ataques afecta distribuição de ajuda humanitária.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, disse esta terça-feira que o número de civis congoleses deslocados pelos recentes ataques dos rebeldes hutus das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr, na área de Lubero, província de Kivu Norte, aumentou para mais de 100 mil.

Segundo a agência da ONU, uma série de ataques concertados nas aldeias de Luofu, Kirumba e Kanybonga, a cerca de 170 km da capital provincial, Goma, deixaram um rasto de morte e destruição e causaram mais deslocamentos.

Pilhagens

Uma nota do Ancur cita autoridades locais para informar que um ataque da Fdlr na aldeia de Luofu, na sexta-feira, matou sete pessoas, incluindo cinco crianças. 255 cabanas foram também queimadas.

Muitos dos habitantes da aldeia fugiram para a floresta aonde ainda se encontram. Agências humanitárias são incapazes de distribuir assistência alimentar na área devido à imprevisibilidade dos ataques.

O grupo rebelde hutu aumentou os seus ataques contra civis na província de Kivu Norte em represália pela operação militar conjunta lançada pelos governos do Congo e do Ruanda contra o movimento.

Dados do Acnur indicam que cerca de 1,4 milhão de pessoas estão agora deslocadas no leste do país, após os últimos actos de violência. Desse total, cerca de 1 milhão foi forçada a fugir de suas casas por uma combinação de confrontos armados, violações sexuais e pilhagens.

 

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