Aiea diz que espera mundo livre de armas nucleares (Português para o Brasil)

20 abril 2009

Segundo diretor-geral da agência, declaração dos presidentes da Rússia e dos Estados Unidos sobre redução de arsenais é sinal positivo na construção de países sem armamentos.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, informou que espera que a decisão da Rússia e dos Estados Unidos de reduzirem seus arsenais nucleares possa criar um clima positivo na direção de um mundo livre de armas.

Leia o boletim de Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Redução

"A declaração foi feita pelo diretor-geral da Aiea, Mohamed ElBaradei, durante a Conferência Ministerial sobre Energia Atômica no Século 21, aberta nesta segunda-feira em Pequim, na China.

Mohamed ElBaradei disse que espera que a declaração conjunta do presidente russo, Dimitry Medvedev, e do líder dos Estados Unidos, Barack Obama, no início deste mês, sobre a redução de armamentos ajude outras nações a fazer o mesmo.

O chefe da Aiea defendeu a criação de mecanismos multinacionais para assegurar o acesso de todos os países a combustíveis nucleares e à tecnologia de reatores proposta pela agência.

Sistemas Modernos

ElBaradei lembrou que a demanda por energia continuará aumentando à medida em que os países buscam níveis de vida melhores."

Segundo uma previsão recebida pela Aiea, a capacidade global de energia atômica deve subir 66% até 2030.

Cerca de 1,6 bilhão de pessoas não têm acesso à eletricidade em países em desenvolvimento e 2,4 bilhões estão desprovidos de sistemas modernos de energia.

ElBaradei disse ainda que a energia nuclear emite uma baixa quantidade de gases que causam o efeito estufa e que por isso seria parte da solução para combater o aquecimento global.

 

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